22 setembro 2009

Matisse




Sonhei

que o peixe voava

e a pomba

da parede despregada

a ele se juntava,

em aéreas volutas

no oceânico balé.


Das flores

extraí

a essência da forma

preenchida

de cor

na ilimitada amplitude.


Mergulhei

no vermelho,

embebi-me

de azul,

no branco

recriei-me.


Nem sombra,

nem luz:

Puro.



(Exposição Matisse Hoje/Aujourd’hui – Pinacoteca do Est. de São Paulo setembro/2009)

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