não temo a solidão e nem a morte
isenta de laços, fiz do céu minha morada
planando ao vento ou batendo as asas
deixo-me levar, para o sul ou para o norte
e descobri, vivendo nas alturas,
que não há vazio, não há abismos,
há espaços a serem preenchidos
com sonhos, levezas e ternuras
entrego-me ao sol, à lua, à vida
totalmente livre de amarras e grilhões
sou ave eternamente sem pouso
mas de alma plenamente agradecida







