17 fevereiro 2010

Juventude banal




Não foi sem relutância
Houve até certa implicância
Mas assumi a incumbência
Revesti-me de paciência
Para aceitar sem malícia
Essa forma fictícia
De abordar a existência
Quase beirando a demência
De quem mal saiu da infância
Quer o mundo com tal ânsia
Sem ponto de referência
Ainda faltando vivência
Ainda faltando argúcia
Sem saber o que é renúncia
Num viver sem substância
Banal e de inconstância
Até ganhar a experiência
De viver com competência
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arte de Johanna Wright

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