28 julho 2012

Roda Viva




a mão que se desprende
em giro alucinado
perde-se no torpor insano
dos labirintos do tempo

o ouro frenético dos dias
queima de relâmpagos os olhos
e os espelhos recolhem delírios
pesados de lágrimas e filosofias

na superfície da morte
os cegos tateiam
buscam as areias insustentáveis
escoam na fúria das demências

ao lado os anjos aguardam
a hora de juntar os pedaços


arte de Helena Abreu

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