14 julho 2014

Bibliotecas Sombrias


há histórias encobertas
enroladas em papiros
no fundo de secretas gavetas
veladas em silentes retiros

letras escritas com sangue
em pálidos pergaminhos
perdidos por corredores
em corroídos escaninhos

sob a mitra ufana e prepotente
as mãos de ferro e rigor
por longo tempo empunharam
cruel gládio acusador

inquisidores e tiranos
sob seus mantos e cruzes
portando cajado mortífero
ocultaram sábias luzes 

nas bibliotecas sombrias
gritam vozes do passado
espectros rangem grilhões 
choram os mortos seu fado

a fumaça denuncia
a fogueira das vaidades
queimando tantas mãos frias
nas labaredas das verdades



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