23 junho 2009

Ave sem pouso



não temo a solidão e nem a morte

isenta de laços, fiz do céu minha morada

planando ao vento ou batendo as asas

deixo-me levar, para o sul ou para o norte


e descobri, vivendo nas alturas,

que não há vazio, não há abismos,

há espaços a serem preenchidos

com sonhos, levezas e ternuras


entrego-me ao sol, à lua, à vida

totalmente livre de amarras e grilhões

sou ave eternamente sem pouso

mas de alma plenamente agradecida


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