09 agosto 2010

Destino



Sigo meu destino
eu e minha alma
resquícios do sopro divino
no santuário dos átomos
e das nuvens fugidias

uma jornada sem guias
por desertos sem fronteiras
vago as noites e os dias
em vão tateando paredes
de histórias alcoviteiras
buscando aplacar a sede
na harmonia dos abraços

num sonho contumaz
ouço os passos
deixados no tempo
- ecos longínquos -
de vidas sedentas de paz

se estou predestinada
é somente a ser livre
para seguir na alvorada
o rastro prateado da lua
e a estrela suicida
que me mostre o itinerário
de uma terra prometida


arte de Ernesto Arrisueno
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