11 agosto 2014

Vida

arte de Elisabetta Trevisan

estou construindo uma história
(sem qualquer insana glória)
isenta de perigos
e repleta de memórias picotadas

pintando uma tela
- aquela que é só minha
pontilhada de cores quentes e frias
ensaiando minha partitura
de sons e pausas
de risos, choros e silêncios

dias no calendário 
não cumprem uma vida
assim como juntar palavras
não faz um poema

é preciso pisar firme
mesmo quando o chão trepida
atirar-se na água por vezes
e saber até onde ir
para não afogar a alma

assim se caminha uma vida:
a beleza do arco-íris
é a decomposição da luz



Postar um comentário